Fim da reeleição e suspensão da reforma tributária serão os primeiros atos do senador Flávio Bolsonaro, ao ser eleito Presidente da República

16 de Junho 2026 - 07h10
Créditos: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, defendeu um maior rigor no controle das contas públicas em participação no Fórum Rumos do Brasil, promovido pela revista Veja nesta segunda-feira (15), em São Paulo. 

No evento, que reuniu outros pré-candidatos às eleições de 2026, Flávio destacou uma gestão mais eficiente dos investimentos públicos como medida essencial para a queda da taxa de juros, da inflação e a preservação do poder de compra pela população brasileira. 

“O Brasil precisa tomar um choque de gestão e modernização. Para isso vou enxugar drasticamente as despesas. Mesmo com redução de impostos será possível aumentar a arrecadação”, enfatizou Flávio. 

Segundo o senador, o adiamento por um ano da reforma tributária é o tempo necessário para ampliar o debate mais democrático e favorecer a implementação de reformas econômicas estruturantes. 

“Vai ter que sobrar para um governo de direita arrumar a casa e resolver a insegurança jurídica no país, que afasta investimentos. Hoje temos 20 milhões de pequenos negócios e microempresas que não aguentam a taxa de juros, a segunda maior do mundo. Perdemos apenas para a Rússia, que está em guerra”, disse o pré-candidato. 

Flávio também defendeu a privatização, quando necessária. “Os Correios, por exemplo, são uma empresa que detém monopólio, mas o PT conseguiu quebrar”.