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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta terça-feira (8) que o ministro André Mendonça se manifeste, em até 72 horas, sobre o pedido apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU) para suspender o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa.
A decisão de Fachin ocorre após a AGU recorrer contra o afastamento determinado por Mendonça. O pedido será analisado pela Presidência do STF depois que o ministro apresentar sua manifestação.
AGU aponta risco de desorganização na PF
No pedido de urgência, a Advocacia-Geral da União argumenta que a decisão de Mendonça representa uma “grave lesão à ordem pública e administrativa”. O órgão também sustenta que o afastamento dos dois dirigentes interfere na prerrogativa do presidente da República de nomear e exonerar integrantes da direção da Polícia Federal.
A AGU afirma ainda que a saída simultânea de Andrei Rodrigues e Leandro Almada pode afetar o funcionamento das atividades de polícia judiciária e provocar instabilidade administrativa dentro da corporação.
Outro ponto levantado pela União é que os fatos envolvendo a produção e divulgação de relatórios de inteligência da PF já estavam sendo analisados pela Presidência do STF, em procedimento conduzido pelo próprio Fachin.
André Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues e Leandro Almada nesta terça-feira. Segundo o ministro, existem indícios de irregularidades relacionados à elaboração de relatórios de inteligência que teriam analisado sua atuação, decisões judiciais e contatos com outras autoridades.
Mendonça afirmou ter sido alvo de um suposto “monitoramento sistemático” e ilegal realizado pela área de inteligência da Polícia Federal durante aproximadamente um mês.
Com informações de Portal da 96 FM

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