Em quais casos a tirzepatida pode ser indicada para adolescentes?

13 de Junho 2026 - 16h00
Créditos: Magnific

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso da tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, para o tratamento do diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes de 10 a 17 anos. A medicação é a primeira da classe dos agonistas duplos dos receptores GIP e GLP-1 aprovada no Brasil para essa faixa etária.

A liberação ocorreu após estudos clínicos demonstrarem melhora significativa no controle da glicemia e redução do índice de massa corporal (IMC) em adolescentes com diabetes tipo 2. A doença tem avançado entre os jovens, acompanhando o aumento dos casos de obesidade infantil no país.

Especialistas destacam, porém, que o medicamento não foi aprovado para emagrecimento em adolescentes. Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), ainda não existem estudos suficientes que justifiquem seu uso com essa finalidade nesse público.

Entre os efeitos colaterais mais comuns estão náuseas, vômitos, diarreia, constipação e episódios de hipoglicemia. O tratamento exige acompanhamento médico contínuo, especialmente por se tratar de pacientes em fase de crescimento e desenvolvimento.

A tirzepatida é contraindicada para pessoas com alergia ao medicamento, histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular de tireoide e portadores de neoplasia endócrina múltipla tipo 2.

Médicos reforçam que a indicação deve ser individualizada e restrita aos casos de diabetes tipo 2, sempre sob supervisão especializada.

Com informações do Metrópoles.