Créditos: Vinícius Schmidt/Metrópoles
O ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol (Novo) afirmou que a documentação apresentada pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não contém dados fiscais e bancários do presidente. A campanha, por sua vez, declarou ter entregue as informações solicitadas em 22 de outubro.
Segundo Deltan, o material reúne 224 páginas, mas seria composto por uma petição de quatro páginas e conteúdos de imprensa com acusações contra Flávio Bolsonaro. O ex-procurador relatou ter viajado a Brasília para analisar os documentos e contestou a afirmação de que os dados financeiros de Lula estavam disponíveis no conjunto apresentado à Justiça Eleitoral.
“São notícias de imprensa. Não tem nada de documento fiscal e bancário do Lula. São 224 páginas e não tem um documento fiscal e bancário do Lula para a gente analisar. Perdi meu dia”, declarou Deltan. Ao comentar uma imagem de integrantes da campanha com a documentação em frente ao tribunal, ele voltou a afirmar que o volume não correspondia aos registros anunciados.
O presidente do PT e coordenador da campanha de Lula, Edinho Silva, apresentou uma versão diferente. Segundo ele, todos os documentos requisitados haviam sido entregues ao TSE, incluindo informações sobre rendimentos e movimentações financeiras do presidente nos últimos oito anos.
Edinho também afirmou que a entrega abrangia informações sobre cartão de crédito corporativo, voos oficiais e viagens em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) utilizadas por Lula. “Tudo aquilo que foi requisitado, nós estamos entregando”, declarou o dirigente petista.
A campanha informou ter apresentado documentos relativos aos sigilos bancário e telemático de Lula. Edinho disse ainda que a expectativa era de que Flávio Bolsonaro também entregasse as informações solicitadas.
Na mesma data, a campanha de Lula propôs ao TSE que as autorizações para a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos dois candidatos à Presidência fossem entregues simultaneamente. A proposta trata das autorizações de acesso aos dados, enquanto a contestação de Deltan se refere ao conteúdo da documentação apresentada.


