Defesa de Vorcaro nega crimes após novo depoimento à PF e volta a pedir liberdade

01 de Outubro 2026 - 10h22

A defesa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, negou que ele tenha cometido crimes e voltou a pedir sua liberdade após novo depoimento prestado à Polícia Federal nesta quarta-feira (30).

Segundo os advogados Daniel Bialski, Engels Muniz e Sérgio Leonardo, Vorcaro negou envolvimento em atos de violência, intimidação, perseguição ou ameaça. A defesa também afirma que não ficou comprovado que grupos como “A Turma” e “Os Meninos” funcionassem como estruturas organizadas ligadas ao ex-banqueiro.

De acordo com as investigações, “A Turma” seria responsável por ameaçar e intimidar desafetos de Vorcaro, além de obter acesso a dados sigilosos. A Polícia Federal aponta que o grupo seria formado por “operadores do jogo do bicho, milicianos e policiais”.

Vorcaro afirmou conhecer apenas Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, com quem, segundo a defesa, mantinha contrato formal para prestação de serviços de inteligência e segurança digital. Mourão, que morreu em março, era suspeito de intimidar desafetos do ex-banqueiro.

A defesa também negou que Vorcaro tivesse planejado fugir do país. Os advogados afirmam que a viagem na qual ele foi preso, em novembro do ano passado, havia sido previamente comunicada às autoridades e que havia reservas de hotel, salas de reunião e registro de plano de voo.

Vorcaro foi preso novamente pela Polícia Federal em março, quando cumpria prisão domiciliar. Os advogados afirmam que ele vinha cumprindo as medidas cautelares e colaborando com as investigações e defendem que possa responder ao caso em liberdade. Segundo a defesa, o ex-banqueiro permanece preso sem acusação formal ou denúncia contra ele.

Com informações do UOL