CUSTO MILIONÁRIO: Contribuintes bancaram R$ 279 milhões para manter chefes de facções presos em 2025

26 de julho 2026 - 09h31
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Manter líderes de facções criminosas e presos de alta periculosidade em penitenciárias federais de segurança máxima custou R$ 279,3 milhões aos cofres públicos em 2025, segundo dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI).

O custo médio anual por detento chegou a R$ 46.462,44, o maior da série histórica iniciada em 2020. Atualmente, o sistema abriga 461 presos ligados a organizações criminosas, sendo 159 apontados como líderes regionais ou nacionais.

Os gastos vêm crescendo nos últimos anos. O custo médio por preso passou de R$ 31,3 mil em 2021 para R$ 39,7 mil em 2022, R$ 43,7 mil em 2023, R$ 41,8 mil em 2024 e R$ 46,4 mil em 2025. Nos dois primeiros meses de 2026, o valor anualizado ficou em R$ 46,2 mil por detento.

As despesas totais também bateram recorde: foram R$ 191,9 milhões em 2021, R$ 225 milhões em 2022, R$ 256,2 milhões em 2023, R$ 239,3 milhões em 2024 e R$ 279,3 milhões em 2025. Apenas em janeiro e fevereiro deste ano, os gastos já somavam R$ 51,9 milhões.

Cinco presídios no país

O Sistema Penitenciário Federal possui cinco unidades de segurança máxima, em Brasília, Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Mossoró (RN) e Porto Velho (RO).

Segundo a Senappen, os presos são separados por facção para preservar a segurança. O órgão afirma que nunca houve homicídios ou rebeliões causados por confrontos entre grupos rivais nas unidades.

Atualmente, o sistema mantém integrantes de 37 organizações criminosas, incluindo PCC, Comando Vermelho, Família do Norte, Sindicato do Crime, Guardiões do Estado, Terceiro Comando Puro e grupos milicianos.