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As divergências sobre a continuidade das aulas presenciais nas escolas de Natal dividiram opiniões de pais e instituições. Um decreto do governo do Rio Grande do Norte determinou suspensão das aulas no ensino fundamental II, ensino médio e ensino superior a partir desta segunda (1º). No entanto, o decreto da Prefeitura de Natal publicado na mesma data autorizou que as aulas presenciais sigam ocorrendo.
De acordo com o governo, as medidas visam diminuir o contágio e a pressão por leitos no RN. A rede pública está com mais de 90% de ocupação das UTIs para pacientes com covid-19, enquanto a rede privada está com 100%. Pelo decreto, as medidas são válidas pelo menos até o dia 10 de março. A prefeitura considerou que as escolas podem funcionar contanto que sigam protocolos de segurança.
Diante da situação, o sindicado das escolas privadas recomendou que o decreto estadual fosse seguido, porém, considerou que a decisão cabe a cada instituição. Algumas decidiram manter as aulas. "O sindicato não é de Natal, representa as escolas do Rio Grande do Norte e estamos olhando o contexto como um todo. Aquela escola que deva achar que está tudo bem, é responsabilidade dela", afirmou Alexandre Marinho.
Já secretário de Educação do Rio Grande do Norte, Getúlio Marques, disse que abriu diálogo com as instituições, mas as que não obedecerem o decreto poderão receber multas de de R$ 20 a R$ 50 mil. "Estamos dialogando, mas depois vamos notificar a multar. Educação é um direito de todos, mas não adianta ter educação se não tem vida. Estamos banalizando a situação. Temos que entender que estamos em uma situação de contingência, uma situação de guerra", declarou.
No sábado (27), os Ministérios Públicos Estadual, Federal e do Trabalho recomendaram, entre outras medidas, a suspensão das aulas na rede pública e privada de ensino no Rio Grande do Norte por 14 dias.
"As Prefeituras de todos os municípios potiguares devem se abster de praticar quaisquer atos, inclusive edição de normas, que possam flexibilizar medidas restritivas estabelecidas pelo Governo Estadual", informaram as instituições por meio de nota conjunta.
Fonte: G1RN

