Casal furta bilhete premiado de R$ 29 milhões da Mega-Sena

01 de julho 2026 - 09h44
Créditos: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O suposto furto de um bilhete premiado da Mega-Sena, no valor de R$ 29 milhões, em uma casa lotérica de Sinop, a 480 km de Cuiabá, começou a ser investigado depois que uma funcionária pediu demissão e afirmou que o marido era um dos ganhadores do prêmio.

O sorteio aconteceu em agosto de 2023. O prêmio total, de R$ 116.232.513,11, foi dividido entre quatro apostas vencedoras: duas registradas em Sinop, uma em Fortaleza (CE) e outra em Uberaba (MG). Cada ganhador recebeu R$ 29.058.128,28.

No processo, o casal nega que tenha furtado o bilhete premiado -- a identidade deles não foi divulgada.

Entenda a linha do tempo do suposto golpe, segundo a investigação:
- No dia do sorteio a funcionária da lotérica imprimiu um bilhete de aposta com defeito para uma cliente;
- Como o comprovante apresentou problema, um novo bilhete com os mesmos números foi emitido e entregue à apostadora;
- O bilhete com defeito não foi cancelado e foi guardado em um cofre da empresa;
- Ao sair o resultado da aposta, a funcionária retirou o bilhete defeituoso do cofre;
- Em vídeo capturado pelas câmeras de segurança, é possível ver a funcionária com outra funcionária comemorando ao ver o bilhete, dizendo que iria na Caixa Econômica e precisaria que a colega cobrisse o trabalho;
- No dia seguinte, ela e o marido pediram demissão; O marido se apresentou como ganhador;
- Os proprietários do estabelecimento desconfiaram da situação;
- Diante da suspeita de fraude, a Polícia Civil foi acionada para investigar o caso.
- O Ministério Público denunciou a funcionária e o marido pelo crime de furto qualificado por abuso de confiança.

A defesa do casal pediu que o processo deixasse a Justiça Estadual e passasse a tramitar na Justiça Federal. Segundo os advogados, como o prêmio da loteria é pago pela Caixa Econômica Federal, haveria interesse da União no caso. Eles também pediram que o processo criminal ficasse suspenso até que a Justiça decidisse quem é o verdadeiro dono do bilhete.

O Superior Tribunal rejeitou o pedido. Entendeu que a suposta vítima do crime é a lotérica, uma empresa privada, e não a Caixa. Segundo a decisão, o saque do prêmio seria apenas uma consequência do suposto furto e não alteraria a competência para julgar o caso.

Com isso, o processo foi mantido na Justiça Estadual, onde continuará a tramitação da investigação por suspeita de furto qualificado.

Com informações de g1