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A retirada do sigilo de uma investigação sobre o projeto Dark Horse trouxe novos detalhes sobre as suspeitas envolvendo o deputado federal Mario Frias (PL-SP). Em decisão publicada neste domingo (13), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a divulgação dos autos e apontou Frias, no contexto da investigação, como possível figura central de uma suposta organização criminosa.
Na decisão, Dino afirmou que os elementos reunidos indicariam, em tese, uma estrutura destinada a captar, movimentar e ocultar recursos públicos e mencionou Frias como alguém que teria papel de liderança nesta suposta estrutura criminosa.
A investigação da Polícia Civil de São Paulo menciona uma possível ligação do esquema com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Um dos empresários citados nos autos, Alex Leandro Bispo dos Santos, é apontado pelas autoridades como integrante da facção e teria participado de contratos relacionados ao projeto Wi-Fi Livre SP.
A apuração investiga suspeitas de fraude contratual, uso irregular de verbas públicas e lavagem de dinheiro em operações envolvendo emendas parlamentares, o Instituto Conhecer Brasil (ICB), empresas privadas e a produção do filme sobre Jair Bolsonaro.
O ministro também determinou que materiais extraídos de celulares apreendidos durante a investigação sejam encaminhados à Polícia Federal para análise. As suspeitas ainda são alvo de investigação, e a defesa de Mario Frias não havia se manifestado até a publicação da reportagem.


