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O ex-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) Renato Kfouri afirmou que a possibilidade da alternar as doses de vacinas contra ao novo coronavírus não deve ser a primeira opção na aplicação de imunizantes. O infectologista reforçou, no entanto, que podem existir exceções em casos de emergência.
"Em um momento como esse, de pandemia, não vacinar pode significar um risco maior do que a aplicação de doses de diferentes produtores. Não é para ser a regra, mas pode ser uma saída nesse caso", declarou.
"Dois fatores são importantes no estudo da alternância de imunizantes: a segurança e se isso se traduz em uma prevenção melhor", continuou Kfouri.
Reino Unido
A chefe de imunizações do departamento de Saúde Pública da Inglaterra, Mary Ramsay, afirmou ontem (2) que não é recomendado misturar diferentes vacinas. A declaração veio após o governo atualizar orientação para dizer que a alternância de imunizantes contra covid-19 era uma opção “razoável”.
“Não recomendamos misturar as vacinas de Covid-19. Se a sua primeira dose foi da vacina da Pfizer, você não deve receber a vacina AstraZeneca como segunda dose, e vice-versa”, afirmou Ramsay.
“Pode haver ocasiões extremamente raras em que a mesma vacina não está disponível, ou quando não se sabe qual vacina o paciente recebeu. Todo esforço deve ser feito para dar a mesma vacina, mas quando isso não for possível, é melhor dar uma segunda dose de outra vacina do que nenhuma”.
A orientação do último dia 31 dizia que caso a mesma vacina não esteja disponível, ou a primeira que foi recebida seja desconhecida, “é razoável oferecer uma dose do produto disponível localmente para completar o cronograma”.
“É preferível fazer assim se o indivíduo provavelmente estiver em alto risco imediato ou se for considerado improvável que compareça novamente”, completou.
Fonte: CNN

