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Documentos obtidos pela coluna apontam que o cantor de pagode Alexandre Pires teria recebido, segundo a Polícia Federal (PF), mais de R$ 31 milhões de empresas ligadas a um esquema de venda ilegal de cassiterita, que teria movimentado e ocultado mais de US$ 48 milhões, cerca de R$ 246 milhões.
Segundo a investigação, Alexandre teria recebido R$ 26,6 milhões da Metalsur. De acordo com a PF, a empresa recebeu US$ 20,4 milhões, cerca de R$ 98,4 milhões na cotação da época, da suíça Gerald Metals Sarl por um carregamento de cassiterita que nunca foi entregue. No lugar do minério, a empresa recebeu um caminhão de brita.
Outros R$ 4,4 milhões transferidos ao cantor foram revelados por duas colaboradoras premiadas, que comprovaram os repasses feitos pela empresa.
Alexandre Pires foi alvo de mandado de busca e apreensão na última quarta-feira (23), na segunda fase da Operação Disco de Ouro. Ele também foi alvo da primeira fase, em dezembro de 2023.
Na ocasião, a PF apontou o recebimento de cerca de R$ 1 milhão relacionado à empresa e apreendeu o celular do cantor. A investigação também citou R$ 375 mil recebidos na conta pessoal do artista e uma transferência de R$ 160 mil feita pela empresa dele a um dos investigados.
A defesa de Alexandre afirmou que a relação profissional com Matheus Possebon, irmão de Diego Possebon, apontado como líder do esquema, ficou restrita à intermediação da venda de shows. Segundo a defesa, não houve outra relação jurídica ou comercial entre eles.
A assessoria do cantor foi procurada, mas não respondeu até a publicação. O espaço segue aberto.

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