A viúva de Celso Araújo Sampaio de Novais, motorista de aplicativo morto durante o ataque que também matou o empresário Antônio Vinícius Lopes Gritzbach no Aeroporto de Guarulhos, afirmou durante o julgamento dos três policiais militares acusados do crime que a família ficou devastada após a perda.
Simone Dionísio Novais contou que soube do ataque por meio de um colega do marido e recebeu um vídeo dele dentro da ambulância dizendo que havia sido baleado. Casados há mais de 20 anos, eles tinham três filhos, de 22, 15 e 5 anos.
Segundo ela, Celso era o principal responsável pelo sustento da casa. “Ele era o principal provedor da família”, relatou, dizendo que enfrenta dificuldades financeiras e que os filhos ainda sofrem com a perda.
O motorista foi atingido pelos disparos em 8 de novembro de 2024, quando estava na área de desembarque do Terminal 2 do Aeroporto de Guarulhos. Gritzbach, que havia feito delações sobre suposto envolvimento de policiais com o PCC, também foi morto no ataque.
Três PMs são julgados pelo caso. A acusação aponta que dois deles teriam participado dos disparos e o terceiro teria ajudado no transporte e fuga. A defesa nega e afirma que as provas foram manipuladas.
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