Vice de Flávio Bolsonaro rejeita acordo com Lindbergh e promete levar ação "até o fim"

06 de Agosto 2026 - 17h45
Créditos: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta quinta-feira (6) que não pretende fazer qualquer acordo com o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) sobre as acusações de estupro levantadas durante a CPMI do INSS. O parlamentar negou as acusações e disse que seguirá com as medidas judiciais contra Lindbergh e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS).

A notícia é da CNN. Segundo Gaspar, a intenção é manter as ações por denunciação caluniosa e as representações apresentadas ao Conselho de Ética da Câmara e do Senado, além da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Supremo Tribunal Federal (STF). "Não tem acordo. Quando ficar esclarecido que é uma fake news, vou seguir com o processo até o fim contra Lindbergh e Soraya", declarou.

A possibilidade de uma retratação chegou a ser discutida entre o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e Lindbergh Farias, após a oficialização de Gaspar como vice de Flávio Bolsonaro. Segundo a CNN, o petista chegou a avaliar divulgar uma nota afirmando que não possui provas contra o parlamentar, mas a assessoria de Lindbergh informou que o texto ainda está em análise e negou que a iniciativa represente um recuo.

Paralelamente, a defesa de Alfredo Gaspar apresentou à PGR uma petição oferecendo espontaneamente seu material genético para a realização de exame de DNA e solicitando rapidez na conclusão do procedimento preliminar que apura as acusações. O mesmo pedido também será encaminhado ao ministro Gilmar Mendes, relator do caso no STF, com solicitação para que haja uma decisão em até 72 horas.

De acordo com a equipe jurídica do parlamentar, o material genético já foi coletado em abril deste ano durante uma ação cautelar na Justiça de Alagoas e está disponível para ser compartilhado com a Procuradoria-Geral da República.