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A nova pesquisa de intenção de voto Quaest, divulgada nesta segunda-feira (14), provocou preocupação no entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O principal sinal de alerta veio do crescimento de Flávio Bolsonaro (PL) entre eleitores que recebem de dois a cinco salários mínimos. Nesse grupo, o candidato do PL avançou dez pontos percentuais. O levantamento também indica uma aproximação maior de Flávio entre o eleitorado feminino.
No cenário de segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro permanecem em empate técnico, mas os números absolutos aparecem favoráveis ao candidato do PL. A pesquisa foi a primeira, segundo o Estadão, a captar os possíveis efeitos das informações mais recentes envolvendo a investigação sobre o Banco Master, o que aumentou a preocupação entre integrantes da campanha petista.
Segundo interlocutores ouvidos pelo Estadão, parte dos aliados de Lula considera que a campanha presidencial ainda está sendo conduzida de maneira tradicional, seguindo um modelo que agrada ao presidente, mas que pode não estar produzindo o resultado esperado nas pesquisas.
A avaliação dentro do grupo é de que seria necessário mudar a estratégia na reta final da eleição. A discussão, conforme o jornal, não estaria concentrada na busca por responsáveis pelo desempenho, mas na necessidade de uma guinada na comunicação da campanha antes da votação.
O cenário atual também é comparado por integrantes do governo ao de 2018, quando Jair Bolsonaro venceu a eleição presidencial. Na avaliação de uma autoridade ouvida pelo Estadão, o PL demonstrou, naquela ocasião, maior capacidade de utilizar as redes sociais do que o PT.
A diferença apontada atualmente é que o governo estaria concentrando sua comunicação em fatos e dados, enquanto a oposição teria conseguido trabalhar melhor com narrativas capazes de mobilizar o eleitorado.
Discurso sobre soberania pode perder força
Outro ponto que passou a preocupar integrantes da campanha é a estratégia de concentrar parte do discurso eleitoral no tema da soberania nacional. Segundo interlocutores petistas, a abordagem não teria produzido o retorno esperado nas intenções de voto.
Essa linha de comunicação é atribuída principalmente ao ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, que, embora não ocupe formalmente uma função na campanha, participa de reuniões e acompanha Lula em gravações dos programas eleitorais.
Diante do avanço de Flávio Bolsonaro, o PT deve intensificar o confronto direto com o candidato do PL. De acordo com informações do Estadão, a campanha pretende explorar nos próximos programas a investigação formal envolvendo Flávio no Supremo Tribunal Federal (STF), além de seus vínculos políticos com deputados estaduais do Rio de Janeiro que foram presos sob suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho.
Com informações de Estadão e Portal da 98 FM


