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A Polícia Federal (PF) passou a investigar a possível participação de executivos do Itaú, Bradesco e Santander no esquema de fraude contábil que levou a Americanas a revelar um rombo bilionário em seus balanços.
A apuração faz parte da segunda fase da Operação Disclosure, deflagrada na quinta-feira (25/6), que ampliou as investigações para além da antiga diretoria da varejista.
Segundo a PF, a nova etapa busca descobrir se representantes dos bancos tinham conhecimento de irregularidades envolvendo operações de risco sacado — modalidade de crédito usada pela empresa para antecipar pagamentos a fornecedores — e se essas operações ajudaram a esconder o real nível de endividamento da companhia.
Entre os investigados estão executivos ligados ao Itaú, Bradesco e Santander, além de nomes como Carlos Alberto Sicupira, um dos controladores da Americanas; Paulo Alberto Lemann, filho de Jorge Paulo Lemann e ex-conselheiro da empresa; Eduardo Saggioro e Sérgio Rial, ex-CEO da varejista.
Ao todo, a PF cumpriu nove mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo. A Justiça Federal também autorizou o bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 54 bilhões.
As investigações apontam suspeitas de manipulação contábil envolvendo operações de risco sacado e verbas de propaganda cooperada, que teriam sido registradas com contratos sem comprovação econômica.
A nova fase também considera provas obtidas desde 2024, incluindo a colaboração do ex-diretor financeiro Fábio Abrate. Os bancos negam participação em irregularidades.


