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O Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal deflagraram uma nova fase da Operação Carbono Oculto, que investiga a atuação do PCC no setor de combustíveis. Segundo as investigações, a organização criminosa utilizava fintechs para movimentar dinheiro e ocultar patrimônio.
Ao todo, são cumpridos mandados de busca e apreensão em 29 endereços ligados a 13 pessoas físicas e 24 empresas em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Espírito Santo.
Entre os alvos estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, ligado ao Banco Genial, e o empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, dono da Entre Investimentos. A defesa de Freixo informou que não irá se manifestar. Já o Banco Genial afirmou que Tupinambá não faz mais parte da instituição.
Compra de distribuidora
Segundo o Ministério Público, os integrantes do PCC Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, e Mohamed Hussein Murad, o “Primo”, teriam criado um esquema para adquirir a distribuidora de combustíveis Terrana e ocultar a identidade dos envolvidos.
As investigações identificaram cerca de R$ 370 milhões em créditos vinculados a uma usina sucroalcooleira usada para financiar a operação. A usina também teria recebido um aporte de R$ 100 milhões enviado pela organização criminosa e direcionado a um fundo de investimento.
Fintechs eram usadas para ocultar patrimônio
De acordo com as apurações, diversas fintechs eram utilizadas para movimentar recursos e criar camadas de ocultação sobre a titularidade de empresas e ativos.
O Ministério Público aponta que um dos envolvidos teria usado a estrutura societária e financeira de seu grupo empresarial para movimentar recursos de empresas ligadas à organização e esconder a identidade dos verdadeiros proprietários dos ativos.


