Pastor de Flávio Bolsonaro diz: “Deus odeia o culto à Rainha dos Céus”

26 de Setembro 2026 - 21h53
Créditos: Luis Nova/Metrópoles

O bispo JB Carvalho, fundador da Comunidade das Nações, igreja frequentada pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), condena o culto à “Rainha dos Céus” em um texto atribuído ao livro A Bomba: A verdade pode ser explosiva, publicado em 2001.

Em trecho reproduzido pelo blog do pastor Sérgio Lourenço, Carvalho afirma: “Deus odeia o culto a Rainha dos Céus”. Na obra, ele interpreta passagens do livro de Jeremias como uma condenação à adoração de uma divindade feminina.

O texto também associa a devoção católica a Maria a antigos cultos pagãos, relacionando figuras como Semíramis e Tamuz à chamada “Rainha dos Céus”. Carvalho ainda sustenta que práticas de antigas religiões teriam sido incorporadas às celebrações marianas.

Essas afirmações correspondem à interpretação religiosa do autor e não constituem consenso histórico. A Igreja Católica distingue a veneração dedicada a Maria da adoração, reservada exclusivamente a Deus.

A relação de Flávio Bolsonaro com a Comunidade das Nações começou antes de sua pré-candidatura à Presidência. Em 2024, ele e a esposa, Fernanda Bolsonaro, foram batizados na igreja. Em dezembro de 2025, dois dias após anunciar a pré-candidatura, Flávio fez no local sua primeira aparição pública após o anúncio.

Obras de JB Carvalho também foram levadas por integrantes da família Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante visitas à prisão. Em novembro de 2025, Flávio levou Metanoia: A chave está em sua mente. Em janeiro de 2026, Michelle Bolsonaro levou A jornada de meninos a homens.