Ministros do STF descartam revogação de restrição de visitas a Bolsonaro

06 de Agosto 2026 - 10h46
Créditos: Ton Molina/STF


Ministros do STF (Supremo Tribunal Federa) avaliam não haver chances de Alexandre de Moraes voltar atrás e revogar as restrições de visitas impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A informação é do colunista Teo Cury, da CNN Brasil.

A defesa de Bolsonaro recorreu na semana passada contra trechos da decisão do ministro que proibiu o ex-presidente de receber visitas com finalidade político-eleitoral e divulgar manifestos políticos até o fim das eleições deste ano.

O recurso pede que o ministro reconsidere a decisão. Caso isso não ocorra, os advogados querem que o agravo regimental, tipo de recurso apresentado, seja julgado pela Primeira Turma do STF – colegiado do qual faz parte o ministro.

O ministro concedeu um prazo de cinco dias para a PGR (Procuradoria-Geral da República) se posicionar sobre restrições a visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A defesa diz que Moraes já havia imposto a Bolsonaro a suspensão do direito de receber visitas por 30 dias, como sanção disciplinar pela divulgação da carta em que o ex-presidente endossou a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.

Além dessa penalidade, o ministro estabeleceu duas restrições válidas até o fim das eleições de 2026: proibiu visitas com finalidade político-eleitoral e a divulgação de manifestos políticos por qualquer meio, inclusive por terceiros.

Os advogados sustentam que a decisão amplia indevidamente o alcance do artigo 15 da Constituição, que trata da suspensão dos direitos políticos de condenados. Segundo a peça, esse dispositivo se aplica apenas à capacidade eleitoral, o direito de votar ou ser votado, e não pode ser usado como fundamento para restringir a liberdade de expressão.

De acordo com os advogados, a proibição de divulgação de manifestos "por qualquer meio" configura uma forma de censura prévia.

A defesa também alega que a expressão "finalidade político-eleitoral", usada na decisão para vedar visitas, é um conceito sem critérios objetivos que permitam a Bolsonaro saber previamente quais visitas seriam consideradas irregulares.