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É época de safra de mirtilo (blueberry), fruta amplamente estudada por sua alta concentração de antioxidantes e compostos anti-inflamatórios, considerados aliados na prevenção de doenças cardiovasculares. O fruto é fonte de vitamina C, vitamina K, manganês e polifenóis, especialmente antocianinas, responsáveis pela coloração azul-arroxeada.
Segundo a nutricionista Carla Castro, esses nutrientes protegem vasos sanguíneos, melhoram a função do endotélio — camada interna das artérias — e reduzem o estresse oxidativo, fator ligado ao desenvolvimento de doenças do coração. Ao neutralizar radicais livres, os antioxidantes evitam danos celulares que favorecem inflamações, endurecimento das artérias e alterações no colesterol.
A redução desse processo inflamatório ajuda a diminuir o risco de infarto, AVC, hipertensão e insuficiência cardíaca. O consumo regular é especialmente benéfico para pacientes com diabetes, hipertensão, colesterol alterado ou histórico familiar, que dependem do controle do estresse oxidativo como prevenção.
As antocianinas contribuem para menor formação de placas de gordura nas artérias, melhora da circulação e redução da oxidação do colesterol LDL.
A recomendação diária é de cerca de meia xícara (150 g), fresca ou congelada — processo que preserva antioxidantes e facilita o consumo fora da safra. Na forma de suco, é preciso atenção ao açúcar e à perda de fibras. O mirtilo é considerado seguro para a maior parte das pessoas, com moderação para quem precisa controlar carboidratos.


