FGTS: mulher é presa por usar biometria de clientes para desviar R$ 400 mil

23 de Setembro 2026 - 12h07
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Uma mulher de 46 anos foi presa pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (23/9), suspeita de usar documentos falsos para recadastrar a biometria de clientes da Caixa Econômica Federal e acessar as contas das vítimas. Segundo a investigação, as fraudes causaram prejuízo superior a R$ 400 mil.

A prisão ocorreu na Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, durante uma operação da PF contra fraudes bancárias. Os policiais também cumpriram um mandado de busca e apreensão no bairro.

De acordo com a PF, a investigada usava documentos falsificados para alterar o cadastro biométrico dos correntistas e conseguir acessar as contas. Depois, fazia saques do FGTS e contratava empréstimos consignados em nome das vítimas. O dinheiro era distribuído para contas de laranjas.

Durante as buscas, foram apreendidos dois celulares, documentos de identidade falsos, cartões bancários em nome de terceiros e documentos que seriam usados em fraudes envolvendo benefícios sociais.

A investigação começou em 2025, após a Caixa repassar informações à PF. Com o avanço das apurações, a mulher foi apontada como responsável por uma série de fraudes que teriam causado prejuízo superior a R$ 400 mil.

Segundo a PF, ela já possui registros por estelionato, uso de documento falso, falsificação de documento público e falsidade ideológica. A investigada poderá responder por fraude bancária, uso de documento falso e outros crimes que sejam identificados durante a investigação.