Cabo Deyvison denuncia perseguição e avisa que não vai recuar

10 de Agosto 2026 - 16h48
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O vereador de Mossoró e candidato a deputado federal Cabo Deyvison afirma estar sendo vítima de perseguição política após o MDB ingressar na Justiça para questionar sua permanência no cargo depois da saída da legenda e posterior filiação ao PL. Para o parlamentar, a ação para retirada do mandato representa uma tentativa de silenciamento contra quem decidiu não abrir mão de seus princípios e utiliza o mandato para fiscalizar o poder público, denunciar irregularidades e defender a população mais vulnerável.

Cabo Deyvison sustenta que tentou deixar o MDB de forma consensual, mas não recebeu a carta de anuência solicitada. Segundo ele, a mudança de partido ocorreu em um contexto de ruptura política com o grupo liderado pelo presidente estadual do MDB, o vice-governador Walter Alves, que passou a apoiar politicamente o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União). Deyvison sempre fez oposição ao então gestor mossoroense e era considerado um dos principais críticos da administração do atual candidato a governador.

“Fui eleito pelo MDB, mas Walter Alves preferiu fechar aliança com Allyson Bezerra, grupo político que eu sempre enfrentei e fiscalizei em Mossoró. Pedi saída amigável, pedi a carta de anuência, e não aceitaram. O partido foi à Justiça tentar tomar um mandato que é do povo”, afirma Cabo Deyvison.

O vereador também relaciona a disputa judicial ao histórico recente de enfrentamento à criminalidade e às dificuldades que afirma ter enfrentado por sua atuação política. Deyvison lembra que, após sofrer um atentado e ainda hospitalizado, recebeu a notícia de que havia sido apresentada a ação que busca atingir seu mandato.

“Logo após sofrer o atentado, ainda no hospital, enfrentando a dor de perder um amigo, recebi o processo que busca tirar nosso mandato. Tentaram nos calar na violência, não conseguiram, e agora querem nos tirar na canetada”, relembou o vereador, fazendo referência a morte de Alysson Diego, profissional da comunicação que foi assassinado durante um atentado contra Deyvison recentemente.

Para Cabo Deyvison, a discussão ultrapassa os interesses de uma legenda partidária e envolve o direito da população de Mossoró de ter um representante independente na Câmara Municipal.“Esse  mandato não pertence a Walter Alves, nem a Allyson Bezerra, nem a nenhum acordo de gabinete. Pertence ao povo de Mossoró. Quem perde com essa cassação é o povo que acreditou que teria alguém para fiscalizar e cobrar o sistema”, afirmou.

O parlamentar diz que respeita a Justiça e que vai utilizar todos os instrumentos legais disponíveis para defender sua permanência no cargo. Ele também rejeita qualquer possibilidade de recuo na sua atuação.

“Isso tem nome: perseguição política. Respeito a Justiça e vou apresentar todos os recursos garantidos por lei. Não vou recuar, não vou abandonar meus princípios e não vou me calar”, declarou.

Cabo Deyvison afirma ainda que a tentativa de cassação ocorre justamente contra um mandato que, segundo ele, nasceu nas urnas e tem como uma de suas principais bandeiras o enfrentamento às facções criminosas e a defesa das pessoas que mais precisam da presença do poder público.
“Qual é o preço de enfrentar o sistema? Levar tiros, perder um amigo ou correr o risco de perder o mandato? A quem interessa calar o Cabo Deyvison?”, questiona.
Pré-candidato a deputado federal pelo PL, o vereador reafirma que pretende continuar exercendo o mandato enquanto busca na Justiça o reconhecimento de seu direito de permanecer no cargo. “Mandato não se conquista no tapetão. Mandato se conquista nas urnas”, conclui.