Benefícios à saúde se perdem após fim do uso de Mounjaro

30 de Novembro 2025 - 16h39
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Pacientes que interrompem o uso do Mounjaro — medicamento injetável indicado para diabetes tipo 2 e amplamente utilizado para perda de peso — e voltam a engordar perdem os benefícios à saúde conquistados durante o tratamento. A conclusão é de um estudo divulgado nesta segunda-feira (24), citado pelo Metrópoles.

A pesquisa, realizada com 308 pessoas e com participação de especialistas da Eli Lilly, mostrou que quem recuperou 25% ou mais do peso perdido após 36 semanas também perdeu melhorias como redução da circunferência da cintura, pressão arterial mais baixa, melhores índices glicêmicos, colesterol e resistência à insulina.

Quanto maior o reganho de peso, maior a regressão clínica. Entre os participantes, 77 recuperaram de 25% a 50% do peso perdido; 103, de 50% a 75%; e 74 retomaram mais de 75%. Nesse último grupo, os parâmetros cardiometabólicos voltaram ao mesmo nível de antes do início do tratamento.

O Mounjaro, cujo princípio ativo é a tirzepatida, pode levar à perda de cerca de 20% do peso corporal em 72 semanas. No entanto, estudos mostram que o peso costuma voltar rapidamente após a suspensão do medicamento, mais rápido do que em pessoas que emagrecem apenas com dieta e exercícios.

Os autores reforçam a necessidade de manter mudanças no estilo de vida e, quando indicado, o uso contínuo de medicamentos para evitar a perda dos benefícios cardiometabólicos.

Ao The Guardian, Jane Ogden, professora da Universidade de Surrey, afirmou que o uso de injetáveis para emagrecimento muitas vezes não vem acompanhado de mudanças de hábitos, o que pode levar ao reganho de peso e à reversão de melhorias.

Outro estudo recente, publicado na revista Nature, indica que a tirzepatida reduz o desejo constante por comida, mas apenas temporariamente.