Ao final da Segunda Guerra Mundial, o comandante supremo das tropas aliadas, o general Dwight D. Eisenhower, se comprometeu em visitar os países aliados que ajudaram no conflito bélico, entre eles o Brasil, que tinha enviado uma força expedicionária com cerca de 22 mil homens a Europa.

Matéria do jornal A Ordem, do dia 16 e julho confirmando a vinda do general ao Brasil.

Em 1946, o general anunciou sua vinda ao Brasil e por consequência passaria por Natal a caminho do Rio de Janeiro, então capital do País. Em Natal, ele chega no dia 2 de agosto de 1946 e aqui cumpre agenda passando por Parnamirim Field, atual Ala 10, e pelo Consulado dos Estados Unidos, antiga sede do 3º Distrito Naval, atualmente, um prédio sem uso, na Avenida Hermes da Fonseca.

Matéria do jornal A Ordem, do dia 2 de agosto de 1946.

Um dos prédios visitados por Eisenhower em Natal.

Um dado importante sobre a passagem de Eisenhower é que ao chegar no Rio de Janeiro, o comandante fez questão cumprimentar o general Mascarenhas de Morais, o comandante da Força Expedicionária Brasileira (FEB), na Itália. Além disso, o americano foi um dos reconhecedores da importância do Brasil na Segunda Guerra Mundial, tendo em vista que antes os ingleses haviam apresentado uma certa resistência, duvidando da necessidade e capacidade de uma nova tropa, sobretudo nas condições que se encontrava o nosso Exército na década de 1940.

Ao lado do general Mascarenha de Morais.

Eisenhower, ou Ike como também era conhecido, foi nomeado o comandante supremo aliado e um dos principais cabeças da libertação da Europa ao fim da guerra. Seu papel de liderança também teve destaque na política, quando eleito presidente dos Estados Unidos em 1953, permanecendo no cargo até 1961. Sua administração ficou marcada pela dessegregação racial nas Forças Armadas e em parte do serviço público, causando resistência em alguns setores, inclusive com colegas de fardas.