Ao redor do mundo mais de 10 milhões de pessoas adoecem por tuberculose anualmente, levando mais de um milhão de pessoas a óbito, neste período. Segundo o último relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), a tuberculose é a doença infecciosa que mais mata jovens e adultos, ultrapassando o HIV/AIDS. No Brasil o dia 24 de março é a data escolhida como o Dia D, pois a doença representa um sério problema de saúde pública e merece esse destaque. A Cooperativa dos Médicos do Rio Grande Norte - Coopmed-RN chama atenção para a doença, que a cada ano tem notificados aproximadamente 70 mil novos casos e cerca de 4,5 mil mortes. A tuberculose afeta principalmente os pulmões, embora possa atingir outros órgãos e sistemas, como: ossos, rins e pleura (membrana que envolve os pulmões). A tuberculose é uma doença infecciosa causada pela bactéria chamada Mycobacterium tuberculosis ou Bacilo de Koch (BK).

“Quanto mais rápido for o diagnóstico e mais cedo iniciado o tratamento, melhor o prognóstico, pois a doença avançada pode deixar sequelas irreversíveis e até mesmo fatais”, é o que destaca a médica da Coopmed-RN e pneumologista, Angela Bonifácio. Recentemente, a cantora Simaria da dupla Simone e Simaria, foi diagnosticada com o tipo severo da doença e teve cancelar uma agenda de shows para se dedicar ao cuidado da doença, tendo algumas recaídas ao longo do tratamento. Além da cantora, o jogador Thiago Silva também foi alvo da doença, tornando-se até a cara da campanha de cuidados contra a tuberculose.

A transmissão da tuberculose é direta, de pessoa a pessoa, portanto, a aglomeração de pessoas é o principal fator de transmissão. O indivíduo com tuberculose expele, ao falar, espirrar ou tossir, pequenas gotas de saliva que contêm o agente infeccioso.

A presença de desnutrição, diabetes, tabagismo, uso de drogas e queda da imunidade são fatores de risco para que a microbactéria se multiplique e desenvolva a infecção.
De acordo com a Dra. Angela, o tratamento atual é dividido em 2 fases, sendo a primeira por um período de 02 meses, utilizando 4 drogas -Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol - e, a segunda fase dura no mínimo 4 meses, com apenas 2 drogas - Rifampicina e Isoniazida . “É necessário seguir à risca as orientações do seu médico e não suspender a medicação antes do prazo determinado “, destaca e esclarece que o tratamento só termina quando a cura é confirmada por meio de exames. A interrupção indevida é um dos principais motivos do surgimento dos casos de resistência do bacilo, havendo necessidade de esquemas alternativos, bem como do uso de novas drogas para tratamento desses pacientes. 
Recentemente, a Anvisa liberou o registro do medicamento Sirturo® (bedaquilina), como terapia combinada, para os casos de multirresistência do M. Tuberculosis.
As Unidades de Saúde são preparadas tanto para o diagnóstico, quanto para o tratamento dos pacientes, havendo acompanhamento de equipe multidisciplinar para garantir uma resposta terapêutica satisfatória e evitar disseminação da doença.