Créditos: Porto de Itapoá/Divulgação
Além de afetar exportações e faturamento de empresas brasileiras, o tarifaço anunciado por Donald Trump tem congelado negociações de fusões e aquisições (M&A) no país. Operações com foco na transformação do Brasil em plataforma exportadora estão sendo suspensas até que o cenário fique mais claro.
"Negócios em setores com foco em exportação ou insumos importados estão sendo temporariamente suspensos", afirma Isabela Xavier, sócia do escritório BVA. Segundo ela, se a tarifa inviabilizar projetos voltados ao mercado americano, alguns acordos não serão retomados.
A consultoria Brasilpar também relata impactos. No primeiro semestre, fechou quatro transações, três com participação estrangeira. Agora, pelo menos dois negócios voltados à exportação estão em compasso de espera, incluindo uma negociação no setor de autopeças com um comprador norte-americano.
Apesar disso, fusões e aquisições com foco no mercado interno seguem ativas. Entre os destaques do semestre estão a compra da Reframax pela japonesa Shinagawa por R$ 600 milhões e a aquisição da Benefício Fácil pela francesa Pluxee (ex-Sodexo). Segundo a Brasilpar, o impacto será mais qualitativo do que quantitativo.


