Salário mínimo de 2027 terá reajuste; veja a nova previsão

17 de Agosto 2026 - 08h49
Créditos: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O governo federal elevou a previsão para o salário mínimo de 2027, que poderá chegar a R$ 1.741. A nova estimativa representa um aumento de R$ 24 em relação à projeção anterior, de R$ 1.717, apresentada em abril.

A informação foi divulgada originalmente pela Gazeta do Povo, com base em dados do governo. A nova previsão deverá integrar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que o Executivo precisa encaminhar ao Congresso Nacional até o fim de agosto.

Caso a estimativa seja confirmada, o piso nacional passará dos atuais R$ 1.621 para R$ 1.741, uma diferença de R$ 120. Em termos percentuais, a alta projetada é de aproximadamente 7,4%.

Apesar da previsão, o valor ainda não é definitivo. A quantia poderá sofrer alterações durante a elaboração e a tramitação do Orçamento, principalmente conforme forem consolidados os índices de inflação considerados no cálculo.

Como é calculado o salário mínimo
A atualização do salário mínimo leva em consideração a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e o crescimento real da economia brasileira.

Para o reajuste de 2027, também entra na fórmula o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025). A economia brasileira cresceu 2,3% naquele ano, percentual que representa a parcela de ganho real prevista na regra de valorização do piso.

A estimativa mais recente utilizada pelo governo considera ainda um INPC acumulado de 4,93% até novembro de 2026.

Aposentadorias e BPC também são impactados
O salário mínimo serve como referência para pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e para benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Por isso, uma elevação do piso também aumenta as despesas do governo federal. Segundo a projeção apresentada, a alta do salário mínimo poderá representar aproximadamente R$ 9,9 bilhões a mais nas despesas previstas para 2027.

Ao mesmo tempo, o reajuste pode elevar diretamente a renda de trabalhadores, aposentados e beneficiários que recebem valores vinculados ao piso nacional.

O valor definitivo dependerá da consolidação dos indicadores econômicos utilizados na fórmula de reajuste e da aprovação do Orçamento pelo Congresso. Caso a inflação ou outros parâmetros apresentem resultados diferentes dos atualmente estimados, o governo poderá revisar novamente a projeção.

Com informações de Portal da 98 FM