Créditos: Reprodução
O caso de Igor Cabral, que agrediu brutalmente a companheira Juliana Garcia com mais de 60 socos no rosto dentro de um elevador, reacendeu o debate sobre violência doméstica e saúde mental. O agressor alegou ter sofrido um “surto claustrofóbico” ou uma “crise autista”, mas a psicóloga Anny Mello de Castro rejeita essas justificativas.
“Transtornos mentais são diagnósticos sérios e não podem ser usados para encobrir crimes”, afirmou Anny. Ela explicou que um surto claustrofóbico geralmente envolve pânico e tentativa de fuga, não agressões coordenadas. Já crises em pessoas autistas são desorganizadas e impulsivas, ao contrário do ataque intencional de Igor.
A especialista destacou que o agressor agiu com intenção clara: “Foram socos brutais e direcionados, sem sinais de desorientação ou delírios. Ele tentou fugir após o crime, demonstrando plena consciência”.
Anny ressaltou o significado simbólico da violência no rosto da vítima, que representa uma tentativa de destruir a identidade e autoestima da mulher: “É uma violência narcisista, calculada e cruel, uma tentativa de aniquilação simbólica”.
“Não podemos aceitar alegações infundadas como álibi para impunidade. O que Juliana sofreu precisa ser punido com rigor”, concluiu.


