Natal registra a 5ª maior alta da cesta básica do país em seis meses

12 de Junho 2026 - 12h52
Créditos: Magnus Nascimento
O custo da cesta básica em Natal acumulou alta de 19,03% entre dezembro de 2025 e maio de 2026, o quinto maior aumento entre as capitais brasileiras, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em maio, a cesta passou a custar R$ 710,79.

Somente entre abril e maio, o aumento foi de 6,18%, o sexto maior do país. Os principais responsáveis pela alta foram o tomate (+138,57% em seis meses), feijão carioca (+34,62%), leite integral (+11,56%), banana (+8,60%), carne bovina de primeira (+7,25%), manteiga (+4,75%) e pão francês (+1,62%).

Segundo o economista Arthur Néo, o avanço dos preços está ligado principalmente à redução da oferta causada por fatores climáticos, sazonalidade das safras e aumento dos custos de produção, transporte e energia. A expectativa é de que produtos como tomate e feijão possam apresentar queda nos próximos meses, caso haja normalização da oferta. Já carne bovina e derivados do leite devem continuar pressionados ao longo do ano.

Apesar da alta geral, alguns itens registraram queda nos últimos seis meses em Natal. O café em pó ficou 7,45% mais barato, seguido por açúcar cristal (-6,75%), óleo de soja (-4,58%), arroz agulhinha (-4,51%) e farinha de mandioca (-1,80%).

O levantamento também mostra o impacto da inflação no orçamento das famílias. Em maio, um trabalhador que recebe o salário mínimo de R$ 1.621 precisou dedicar 96 horas e 28 minutos de trabalho para comprar a cesta básica. Considerando o salário líquido, o gasto correspondeu a 47,4% da renda mensal.

No Nordeste, as maiores altas no período foram registradas em Recife (21,94%), Fortaleza (21,88%), Aracaju (20,99%), João Pessoa (20,22%), Natal (19,03%) e Maceió (18,12%). Já São Luís apresentou a menor variação do país, com alta de 3,45%.

Tribuna do Norte