Ministros do STF serão “punidos severamente”, diz deputado dos EUA

14 de Setembro 2025 - 07h36
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O deputado republicano Rich McCormick voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado. Em publicação no X, o congressista afirmou que ministros da Corte e integrantes do Congresso brasileiro serão “punidos severamente”, segundo informou O Antagonista.

McCormick disse que a decisão foi tomada por “um painel fraudado de cinco juízes, que incluía Alexandre de Moraes — um violador de direitos humanos sancionado e conhecido odiador de Bolsonaro —, um ex-advogado pessoal de Lula e um ex-ministro da Justiça de Lula”.

Segundo ele, Bolsonaro foi condenado “simplesmente por questionar a integridade da eleição brasileira de 2022”, sem provas de crime. O parlamentar classificou os ministros como “bandidos criminosos”, que “não merecem ser chamados de seres humanos decentes ou de ministros”.

O republicano ainda citou Luiz Fux como o único a reconhecer que a acusação representaria uma “guerra política” contra Bolsonaro e seus apoiadores.

No fim da publicação, McCormick mencionou declaração do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e afirmou que “os Estados Unidos não tolerarão a nova descida do Brasil ao totalitarismo”. Ele concluiu:

“A América está com o povo brasileiro. A Justiça está chegando e, podem ter certeza, Moraes e todos os que permitem seus abusos no Supremo e no Congresso brasileiro serão severamente punidos. O mundo está observando.”

Atuação de McCormick

Em março, Rich McCormick e a deputada Maria Elvira Salazar enviaram carta à Casa Branca pedindo o uso da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes.

Na ocasião, McCormick disse que a permanência do deputado Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, em solo americano, mostrava uma “deterioração alarmante da democracia no maior país da América do Sul”.

Os congressistas também pediram ao secretário Marco Rubio e ao presidente dos EUA, Donald Trump, sanções contra Moraes e seus supostos “cúmplices” por violações de direitos humanos. No documento, afirmaram que o ministro representava uma ameaça aos EUA, citando decisões que suspenderam as redes X e Rumble.