Mais de 47 milhões de pessoas ainda têm dinheiro esquecido nos bancos; veja como sacar

14 de Abril 2026 - 16h05
Créditos: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

O Banco Central do Brasil informou nesta terça-feira (14) que ainda há R$ 10,55 bilhões em valores esquecidos por clientes em instituições financeiras. O montante considera dados atualizados até fevereiro deste ano. Segundo a autoridade monetária, a maior parte desses recursos pertence a pessoas físicas: são R$ 8,15 bilhões distribuídos entre cerca de 47 milhões de brasileiros.

Já as empresas concentram R$ 2,4 bilhões, espalhados por aproximadamente 5,06 milhões de CNPJs.

Desde o início do programa de devolução, o BC calcula que R$ 14,14 bilhões já foram restituídos a clientes que tinham dinheiro esquecido em bancos, consórcios e outras instituições.

A consulta pode ser feita por meio do sistema disponibilizado pelo próprio Banco Central, que permite verificar valores vinculados tanto a pessoas físicas — inclusive falecidas — quanto a empresas. Embora inicialmente houvesse a previsão de encerramento do prazo em 16 de outubro de 2024, o Ministério da Fazenda esclareceu que não há limite de tempo para solicitar o resgate.

O procedimento deve ser realizado exclusivamente pelo site oficial do BC (valoresareceber.bcb.gov.br), onde também são apresentadas as orientações para requerer a devolução. Para receber os valores diretamente, é necessário informar uma chave Pix.

Caso o usuário não possua uma chave cadastrada, a recomendação é entrar em contato com a instituição financeira responsável para combinar a forma de pagamento ou, alternativamente, criar uma chave e retornar ao sistema para concluir a solicitação.

Nos casos envolvendo recursos de pessoas falecidas, a consulta e o resgate só podem ser feitos por herdeiros, inventariantes, representantes legais ou testamentários, mediante o preenchimento de um termo de responsabilidade.

Após a verificação no sistema, o cliente deve procurar a instituição indicada para dar continuidade ao processo e confirmar os procedimentos necessários para a liberação dos valores.

Fonte: G1

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