Créditos: Marcello Casal Jr./Agência Brasil – Arquivo
Cerca de 2 milhões de brasileiros tiveram dados vazados após uma falha de segurança no sistema do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A autarquia confirmou ao R7 o ocorrido e detalhou que 50 mil dos casos envolvem pessoas vivas, e a maioria (97%), cidadãos falecidos.
A reportagem questionou o instituto sobre quais medidas devem ser adotadas pela população vítima do vazamento de dados. No entanto, recebeu resposta de que os beneficiários poderão continuar a acessar os serviços oferecidos, pois o sistema exige comprovação da identidade.
O problema foi detectado pela Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência) em 22 de abril último. E, imediatamente após a identificação do ocorrido, foram adotadas as “devidas providências”, segundo a autarquia federal. “No momento em que o INSS teve ciência, foi enviada comunicação à Agência Nacional de Proteção de Dados.”
O INSS acrescentou que os cidadãos que tiverem benefícios a receber podem solicitá-los, pois a concessão deles requer uma série de etapas para comprovar a situação: “Os empréstimos consignados, por exemplo, exigem biometria facial; a pensão por óbito exige certidão, entre outros documentos e procedimentos”.
Ainda na nota, o instituto ressaltou que tem reforçado os controles internos, “a fim de oferecer maior segurança à análise [para pagamento] de benefícios”. “A concessão de qualquer um deles tem uma série de travas de segurança”, completou a autarquia.
R7
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