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Um britânico de 70 anos teve a vida completamente transformada após ser diagnosticado com uma infecção rara que levou à amputação das duas pernas. Rick Viner passeava por Londres com a esposa quando, de repente, perdeu as forças e não conseguiu mais andar. Horas depois, foi informado de que precisaria passar por uma cirurgia urgente.
Morador de Oxfordshire, Rick havia acabado de se aposentar e planejava viajar com a esposa, Zena. Segundo a filha, Gemma Brooks, ele sempre foi um homem ativo e saudável. “Meu pai caminhava bastante e estava animado com a aposentadoria. Ninguém imaginava que algo assim pudesse acontecer”, contou ao jornal Mirror.
Meses antes, ele sentia dores nas pernas, mas os sintomas foram subestimados. Em 2021, durante um passeio, as pernas simplesmente pararam de funcionar. Após exames, os médicos descobriram coágulos sanguíneos nas duas pernas, e Rick precisou ser submetido a uma amputação dupla.
Infecção fúngica extremamente rara
O diagnóstico surpreendeu até os médicos: Rick foi identificado com aortite por Aspergillus fumigatus, uma infecção fúngica raríssima e potencialmente fatal que atinge a aorta. O fungo teria se alojado na área onde ele havia colocado uma válvula cardíaca anos antes, espalhando-se pelo corpo e causando os coágulos.
A condição não tem cura, e o tratamento serve apenas para controlar o avanço da doença. Rick toma cerca de 30 comprimidos por dia, incluindo antifúngicos. “Disseram que ele poderia viver dias, meses ou anos. Ninguém sabe ao certo”, contou a filha.
Desafios e recomeço
Desde a amputação, Rick enfrentou novas complicações, incluindo uma infecção óssea e pequenos derrames que afetaram a fala e a memória. A esposa, Zena, tornou-se sua cuidadora integral.
Apesar das dificuldades, a família tenta manter a esperança. “Ele aceitou a cadeira de rodas e tenta se manter positivo. Valorizamos cada momento juntos”, disse Gemma.
Quatro anos após o diagnóstico, Rick segue em tratamento. Para homenagear o pai, Gemma participa da meia maratona de Oxford e arrecada fundos para o Fungal Infection Trust, instituição que apoia pesquisas sobre infecções fúngicas raras.
“Quando corro, penso em como meu pai pedalava ao meu lado quando eu era criança. É a minha forma de homenageá-lo”, afirma.


