Um homem registrou sua filha com o nome da anticoncepcional que a mãe usava quando engravidou e o caso foi levado à Justiça pela mulher. Isso porque, segundo ela, o pai teria sido ausentedurante a gestação e não cumpriu o acordo sobre o nome da criança.

Segundo a BBC News, a menina, agora com 3 anos, será renomeada após decisão da 3° Turma do Superior Tribunal de Justiça, que permitiu a alteração e colocou fim a um embate entre os pais. 

O pai argumenta que foi uma coincidência e alega que “fez a escolha porque é fã de um desenho que tem umapersonagem com o mesmo nome”.

No entanto, em entrevista à BBC News, a mãe afirma que o pai registrou o nome sozinho. Durante a gestação, segundo ela, houve uma conversa sobre o nome que dariam para a filha. 

“Eu falei que a gente escolheria em conjunto. Ele me sugeriu o nome e eu disse que não porque era o mesmo nome do anticoncepcional que eu tomava. E ele sabia disso. Percebi que foi uma forma de me afetar”, afirmou.

O casal não tinha um relacionamento estável, eram apenas amigos quando ela engravidou. Segundo a mãe, ele sempre foi um pai ausente, o que aumentou a indignação pela escolha que fez sem pedir sua opinião. 

“Ele só a viu três vezes. Duas quando ela era pequena e a outra quando ele foi à Justiça pedir pra fazer teste de DNA, porque ele desconfiava que não fosse filha dele. Depois disso, nunca mais viu. Ele só paga pensão, porque a Justiça determinou”, declara a mãe à BBC News

Para conseguir vencer o embate, os advogados questionaram o fato de o pai ter registrado a menina sozinho. O caso foi registrado na Justiça do Estado de São Paulo.

*os nomes dos envolvidos foram suprimidos para evitar constrangimento

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