EUA confirmam 1° caso de mosca-bicheira em humano; médicos explicam

26 de Agosto 2025 - 16h19
Créditos: Sandra Standbridge/Getty Images

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (HHS) confirmou, nesse domingo (24/8), o primeiro caso humano no país da mosca-bicheira (Cochliomyia hominivorax), parasita carnívoro também chamado de “bicheira-do-Novo-Mundo”. O paciente, cuja identidade não foi revelada, havia retornado de uma viagem a El Salvador.

O caso vinha sendo investigado desde 4 de agosto pelo Departamento de Saúde de Maryland e pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Antes da confirmação, a Reuters já havia apurado que um viajante foi tratado após ser infectado durante uma viagem à Guatemala.

Embora rara em humanos, a mosca-bicheira afeta principalmente animais de criação, como gado e porcos. Médicos explicam que a transmissão ocorre quando a fêmea deposita ovos em feridas abertas. As larvas penetram na pele, consumindo tecidos vivos, o que gera dor intensa, secreções, necrose e risco de septicemia.

A infecção, chamada miíase, pode causar cicatrizes extensas, deformidades e até risco de morte se não tratada. O tratamento envolve remoção mecânica das larvas, uso de antiparasitários, antibióticos e limpeza rigorosa da ferida.

Para se proteger, especialistas recomendam higienizar e cobrir feridas, usar repelentes e roupas que evitem contato com moscas. Em áreas endêmicas, qualquer suspeita de infestação deve levar à procura imediata por atendimento médico.