20191001123540n3A7A3.jpg

01/10/2019 12:25

"El Loco Abreu" e a cavadinha

"El Loco Abreu" e a cavadinha

O seu nome de batismo é Washington Sebastián Abreu Gallo, é uruguaio, mas por alguma razão é conhecido como Loco Abreu. Começou no basquete, migrando posteriormente para o futebol. Passou por clubes do Uruguai, Argentina, México, Brasil, Equador, Chile, El Salvador, Espanha, Grécia e Israel. Na seleção uruguaia jogou as Copas do Mundo de 2002 e 2010.

Extremamente supersticioso, Loco Abreu veio jogar no Brasil num dos clubes mais associados ao misticismo: o Botafogo. Jogou com a camisa 13 às costas. No Campeonato Carioca de 2010, Flamengo x Botafogo chegaram a final que foi decidida num pênalti cobrado por ele e que se tornou emblemático por alguns motivos: foi o gol de número 13 de Loco Abreu pelo Botafogo e o gol de número 1000 do clássico, fatos que, por si só, já garantem a especialidade do momento. Porém, a forma como o gol foi marcado é que se tornou ainda mais particular. Foi de pênalti, cobrado com a ousadia de uma cavadinha, cuja bola roçou o travessão antes de entrar. O susto, que deve ter parado diversos corações alvinegros, bem que poderia aconselhar Loco Abreu a ser menos arriscado. “Às favas com a modéstia”, como mais tarde disse certo ministro do STF. Poucos dias depois, na Copa/2010, Uruguai e Gana jogaram valendo uma vaga nas semifinais. No último minuto da prorrogação, o atacante ganês Gyan desperdiça o pênalti que daria a vitória aos africanos. A disputa vai para os pênaltis. Coube a Abreu o último e decisivo. Loco Abreu caminhou para a bola. Se fizesse o gol, o jogo terminaria. Se não, restaria torcer pelo último ganês perder o tiro livre. No Brasil, milhões de telespectadores lembraram a final do Carioca e se perguntaram: será que ele vai dar a cavadinha?

Ele repetiu o feito e o Uruguai voltou a uma semifinal de Copa do Mundo desde 1970.

Cléber Machado, locutor da Rede Globo que fez o jogo, alguns anos depois disse:

“Está explicado porque o nome dele é Loco”. Um adversário tinha acabado de perder um pênalti no tempo normal, o cara vai para o ultimo pênalti, dá uma cavadinha e o Uruguai se classifica”.

Créditos de Imagens e Informações para criação do texto: As melhores histórias do futebol mundial (Sérgio Pereira); https://globoesporte.globo.com/programas/esporte-espetacular/noticia/cleber-machado-reve-uruguai-x-gana-de-2010-mais-legal-do-que-eu-lembrava.ghtml

PUBLICIDADE

MAIS ACESSADAS

ÚLTIMAS NOTÍCIAS