Créditos: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi
Dez dias após a implantação de contratos médicos através das empresas Justiz e Proseg nas unidades de saúde de Natal, o tempo de espera para atendimento caiu na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Cidade da Esperança, a maior da capital, segundo a prefeitura da capital.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a média de espera caiu de quatro para duas horas. A redução ocorreu por causa do preenchimento da escala médica, que agora conta com dez profissionais atendendo adultos e crianças.
Nesta quinta-feira (11), o prefeito de Natal, Paulinho Freire, e o secretário de Saúde, Geraldo Pinho, iniciaram uma série de vistorias nas UPAs da capital, começando pela unidade da Esperança.
Nos últimos dez dias, a UPA da Esperança registrou 3.997 atendimentos, com pico de 515 pacientes em apenas um dia. A média é de 18 consultas por hora.
"Conseguimos regularizar as escalas completas antes do que esperávamos. E tem não só a redução do tempo de espera, nas UPAs pois, mas a questão de superlotação interna de pacientes esperando transferência para leito, para ser transferido. Em uma semana conseguimos reduzir pela metade esse número. Costumávamos amanhecer com 100, 110 pacientes por dia esperando e hoje há 50 pacientes esperando", disse o secretário de saúde da capital, Geraldo Pinho.
Mudança na prestação de serviço
A primeira semana de mudança de prestadores de serviço foi de reclamação de pacientes, por falta de médicos nas unidades. Em hospitais da capital, cirurgias foram suspensas pela ausência de especialistas. A mudança começou no dia 1º de setembro.
Profissionais estariam se recusando a prestar serviço às empresas contratadas emergencialmente pela prefeitura porque os valores oferecidos pelos plantões seriam mais baixos do que era pago anteriormente pela cooperativa que prestava serviço ao município.
Durante a visita, o prefeito criticou o Sindicato dos Médicos por uma suposta atuação que teria agravado a situação.
"Infelizmente, nós tivemos os dois primeiros dias, que é natural numa transição, não é fácil. Nós estávamos conversando que foi melhor do que a gente esperava. Até porque o Sinmed, o Sindicato dos Médicos, quis atrapalhar de todo jeito. Ninguém sabe por quê. Qual é o compromisso desse sindicato com a saúde do município de Natal? Ele não pode querer atrapalhar nem proibir que os profissionais trabalhem onde quer que seja", disse o prefeito.
Serviço não tinha contrato
O prefeito argumentou que a mudança foi necessária, porque os serviços funcionavam sem qualquer contrato há três anos. Paulinho Freire também reconheceu uma dívida com a Cooperativa dos Médicos (Coopmed), que era responsável pelas escalas médicas até 31 de agosto. Segundo a entidade, o valor chega a R$ 65 milhões.
"Eles vão ser pagos, tudo que a prefeitura tiver de atrasado, nós vamos acertar, nós vamos sentar e vamos pagar. Agora, o que me surpreende é que ele não reclamava anteriormente desses salários atrasados, né? Eles estão reclamando agora porque perderam o serviço, porque eu não posso nem dizer que perderam o contrato, porque não existia contrato", disse o prefeito.
"Como é que você consegue fiscalizar um serviço que não tem em contrato. O que nós fizemos foi regularizar um serviço, para dar para dar segurança jurídica, para dar transparência. Não pode o município manter um serviço essencia sem um contrato, sendo pago indenizatoriamente", considerou.
Sobre as declarações do prefeito, a Coopmed declarou em nota que “não compreende as críticas da Prefeitura do Natal, uma vez que foi formalmente dispensada pela Secretaria Municipal de Saúde e, desde então, tem apenas cumprido seu papel institucional de cobrar da atual gestão uma posição clara sobre o pagamento dos honorários médicos ainda em aberto”.
Com informações de g1 RN


