Créditos: White House/ reprodução
Com o tarifaço de 50% passando a valer na próxima semana, o Brasil já enfrenta o risco de uma nova e ainda mais severa sanção dos Estados Unidos nos próximos 90 dias. Segundo o portal R7, o motivo seria a relação comercial do Brasil com a Rússia, especialmente no setor de fertilizantes.
A medida está prevista no Sanctioning Russia Act of 2025, projeto bipartidário em tramitação no Congresso americano, que prevê sanções primárias à Rússia e sanções secundárias a países que mantêm negócios com Moscou. Se aprovada, a lei pode autorizar tarifas de até 500% sobre produtos importados desses países — valor dez vezes superior ao imposto atual.
A proposta tem amplo apoio no Senado norte-americano e visa pressionar a Rússia a aceitar um acordo de paz com a Ucrânia. Segundo os senadores Lindsey Graham (republicano) e Richard Blumenthal (democrata), países que compram petróleo, gás e minerais russos estão, na prática, “financiando a máquina de guerra de Putin”.
Senadores brasileiros que estiveram em Washington nesta semana confirmaram a ameaça. “Tanto republicanos quanto democratas foram firmes ao dizer que vão aprovar uma lei que vai criar sanções automáticas para todos os países que fazem negócios com a Rússia”, afirmou Carlos Viana (Podemos-MG).
O Brasil depende fortemente dos fertilizantes russos para o agronegócio, e o governo considera essa relação comercial “inegociável”, segundo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).
Ontem, Donald Trump oficializou a tarifa de 50% por ordem executiva, mas 694 produtos brasileiros foram excluídos da taxação, como suco de laranja, aviões, combustíveis e minério de ferro. Por outro lado, itens importantes como carne bovina, café e cacau não escaparam e serão impactados diretamente.
Trump já adotou medida semelhante contra a Índia — uma tarifa de 25% como “multa” pela relação comercial do país com a Rússia. A possibilidade de uma tarifa ainda mais dura contra o Brasil acende o alerta no Planalto.


