Apesar da expectativa para um bom período de alta estação para o turismo do Rio Grande do Norte, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do RN, o empresário Abdon Gosson, afirma que um dos maiores problemas para o setor é o alto preço das passagens aéreas para o RN, o que ele classifica como um “assalto a mão armada”.
“Isso é o calo do turismo do Estado do Rio Grande do Norte, a gente não entende por que o Rio Grande do Norte sofre tanto negativamente com os preços das passagens aéreas”, disse Abdon em entrevista ao Hora Extra da Notícia, da 91.9 FM, nesta quinta-feira (18).
Durante o programa o vereador de Natal Aldo Clemente, um dos apresentadores do jornal, contou ao empresário que precisou viajar para Florianópolis recentemente. Ao pesquisar o preço da passagem de ida e volta, partindo de Natal, ele se assustou ao saber que teria que desembolsar R$ 4.700.
“Isso é um assalto a mão armada, isso é um desrespeito ao cidadão. Agora imagine uma família de quatro pessoas pagar R$ 4 mil por pessoa pra vim aqui, ela não vem, ela vai para o Ceará, vai para Pernambuco, vai para a Paraíba, vai para qualquer outro lugar, menos pra aqui”, comentou Abdon Gosson.
CONCORRRÊNCIA
Para o empresário do setor de hotelaria potiguar, a solução para esse problema passa por uma ampliação da oferta de voos, com a abertura do mercado para mais companhias aéreas, o que aumentaria a concorrência e consequentemente baixaria os preços.
“O mercado precisa ser aberto completamente para qualquer companhia aérea do mundo entrar no nosso mercado. Hoje o Brasil deveria ter, no mínimo, 12 a 15 companhias aéreas voando aqui dentro. As passagens aéreas precisam ser acessíveis a qualquer pessoa”, defendeu o presidente da ABIH.
Ainda segundo Abdon Goson, antes da pandemia o Rio Grande do Norte recebia em torno de 2 milhões de turistas por ano, número que poderia ser mais que o dobro se não fossem os altos preços das passagens aéreas.
“Quantos hotéis mais, quantos empregos mais poderiam gerar no nosso Estado e essas companhias aéreas continuam prejudicando muito fortemente uma economia que gera emprego rápido e nunca vai deixar de crescer no mundo, essa é a única saída”, assinalou Gosson.
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