Cristian Ribera conquistou a primeira medalha do país em Paralimpíadas de Inverno e se eternizou com a prata em Milão-Cortina. O rondoniense de 23 anos foi o melhor das classificatórias às semifinais, garantindo o pódio inédito para o Brasil ao terminar em segundo lugar na decisão do sprint sentado do esqui cross-country em Tesero, na Itália.
Para completar o dia marcante para o país, Aline Rocha superou o melhor resultado feminino do Brasil em Jogos de Inverno. A atleta de 35 anos terminou em 5° na final do sprint sentado. Anteriormente, a melhor marca de uma mulher brasileira também pertencia à ela, com o 7° lugar no biatlo em Pequim 2022 e Milão-Cortina 2026.
"Só quero agradecer ao meu time, que sempre trabalhou tão duro. Minha família que está torcendo, fiz isso por eles. Queria ganhar a medalha de ouro, mas foi por muito pouco, mais mérito do chinês. Estou muito feliz, é um sonho realizado. Agora a próxima meta é o ouro", comemorou Cristian após a prova.
Veja o momento da conquista da medalha:
BRASIL É MEDALHA DE PRATA COM CRISTIAN RIBERA!#ParalimpiadasDeInvernoNoSportv pic.twitter.com/ZafpfBSw8v
— sportv (@sportv) March 10, 2026
Cristian Ribera, de 23 anos, é o atual campeão mundial do sprint na categoria sitting do esqui cross-country, para pessoas que competem sentados. Apesar de ainda ser jovem, carrega a experiência de duas participações em Jogos de Inverno e chegou a Milão-Cortina como a grande promessa de medalha para o Brasil.
Ribera foi o atleta mais jovem de PyeongChang em 2018, quando competiu com apenas 15 anos e conquistou a sexta posição nos 15km, melhor colocação de um brasileiro em Paralimpíadas de Inverno até então. Em Pequim 2022, teve Covid-19 dias antes de competir e acabou longe do pódio. No ano passado, foi campeão geral do Circuito da Copa do Mundo e ainda conquistou o Globo de Cristal.
O rondoniense nasceu com artrogripose, uma doença congênita das articulações das extremidades. Aos três meses de vida, mudou-se para Jundiaí-SP em busca de tratamento. Passou por 21 cirurgias para correção das pernas. Começou nos esportes aos quatro anos por indicação médica e praticou natação, atletismo, tênis, bocha, capoeira e dança antes de conhecer o esqui aos 13 anos em um projeto de iniciação da CBDN (Confederação Brasileira de Desportos na Neve) na sua cidade.
Com informações de ge


