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As canetas emagrecedoras se popularizaram pela promessa de perda rápida de peso, mas o uso de versões falsificadas tem colocado vidas em risco. Embora os princípios ativos sejam aprovados pela Anvisa, produtos vendidos no mercado clandestino não passam por fiscalização e podem conter substâncias contaminadas ou diferentes do informado.
No Brasil, apenas canetas registradas pela Anvisa podem ser comercializadas legalmente, sempre com prescrição médica e em farmácias ou drogarias. A venda por redes sociais, pessoas físicas ou clínicas de estética é proibida. Preços muito abaixo do mercado também são sinal de alerta.
Entre as canetas aprovadas para sobrepeso e obesidade estão Wegovy, Saxenda, Mounjaro, Olire e Poviztra. Outras são autorizadas apenas para o tratamento do diabetes tipo 2, como Ozempic, Trulicity, Victoza e Xultophy.
Para evitar falsificações, especialistas orientam observar a embalagem, que não deve estar violada, nem trazer informações em idioma estrangeiro ou aparência diferente da original. “Conhecer como é a caneta verdadeira e saber que ela precisa ser refrigerada ajuda a reduzir o risco de comprar produtos falsos”, alerta o endocrinologista Alexandre Hohl, da SBEM.
Atualização: no Brasil, novas canetas à base de semaglutida passaram a ser distribuídas pela Eurofarma em parceria com a Novo Nordisk a partir de outubro de 2025. São elas a Poviztra®, indicada para obesidade e sobrepeso, e a Extensior®, voltada ao tratamento do diabetes tipo 2. As duas funcionam como alternativas aos já conhecidos Ozempic e Wegovy e seguem as mesmas exigências legais de prescrição e venda regulamentada.


