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A Síndrome de Pica, também chamada de picanismo, alotriofagia ou picamalácia, é caracterizada pelo desejo de mastigar ou ingerir itens sem valor nutricional, como pedra, giz e terra.
Segundo especialistas, o distúrbio é mais comum em crianças pequenas, gestantes e pessoas com condições neuropsiquiátricas, como Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou deficiência intelectual. Para ser considerado patológico, o comportamento deve ocorrer de forma recorrente por pelo menos um mês, em idades em que não seja esperado (geralmente após dois anos), sem relação com fatores culturais ou falta de alimento.
O nome da síndrome vem do latim pica pica, um tipo de pássaro conhecido por comer de tudo. Apesar do nome curioso, a ingestão de substâncias inadequadas pode causar intoxicação, infecções parasitárias, obstruções gastrointestinais, lesões dentárias, traumas na mucosa oral e déficit nutricional.
Causas:
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Deficiências nutricionais (ferro, zinco e outros minerais)
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Questões do neurodesenvolvimento (TEA, TDAH, deficiência intelectual ou quadros psiquiátricos)
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Aspectos emocionais e ambientais (negligência, privação afetiva ou vulnerabilidade social)
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Fatores comportamentais (autorregulação frente à ansiedade ou estresse)
Tratamento: envolve abordagem multiprofissional, incluindo médicos, psicólogos, nutricionistas e psiquiatras. Estratégias incluem:
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Correção de deficiências nutricionais
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Psicoterapia, especialmente Terapia Cognitivo-Comportamental
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Orientação familiar sobre manejo e prevenção
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Educação em saúde para estimular hábitos alimentares adequados
Especialistas destacam que avaliação precoce e intervenção integrada são essenciais para minimizar riscos e promover desenvolvimento saudável.


