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Sexo ruim no começo é normal? Para o biomédico e sexólogo Vitor Mello, sim. As primeiras experiências com alguém costumam ser marcadas por ansiedade, insegurança e expectativa alta, o que pode dificultar a sintonia entre corpo e mente.
Segundo ele, nervosismo e medo de julgamento interferem na resposta sexual, enquanto comparar a experiência com fantasias aumenta a frustração. Muitas pessoas entram no momento íntimo mais preocupadas em agradar ou “performar” do que em perceber o próprio prazer, o que gera desconexão. A falta de comunicação também pesa, já que alinhar desejos, limites e preferências é decisivo.
O especialista destaca ainda que a intimidade não nasce pronta. Diferente do que filmes e redes sociais mostram, química e sintonia podem levar tempo, pois envolvem confiança, conversa, escuta e adaptação ao corpo do outro.
Para quem teve uma primeira experiência decepcionante, a orientação é tentar novamente com menos pressão e mais diálogo. Reduzir a cobrança por desempenho, investir nas preliminares, observar fatores externos (como cansaço, álcool, ansiedade ou ambiente) e manter leveza podem melhorar a experiência. Muitas vezes, a segunda vez flui melhor justamente porque a tensão inicial diminui.
No fim, sexo não é teste — é processo, e pode precisar de tempo para encontrar sintonia.


