Créditos: Divulgação/Neoenergia Cosern
A Neoenergia anuncia nesta sexta-feira, 8, um novo ciclo de investimentos em suas distribuidoras, com aportes de R$ 50 bilhões entre 2026 e 2030, um aumento de 82% em relação aos R$ 27,5 bilhões do ciclo anterior (2021-2025). A maior parte dos recursos será destinada à expansão da infraestrutura elétrica e melhoria da qualidade, tendo em vista o crescimento observado nas áreas de concessão e o aumento da ocorrência de eventos climáticos intensos nos últimos anos.
O anúncio é feito no mesmo dia em que o governo realiza uma cerimônia de celebração de renovação antecipada dos contratos de concessão de 14 distribuidoras, por 30 anos, incluindo três distribuidoras do grupo: Neoenergia Coelba (BA), Neoenergia Cosern (RN), e Elektro, com área de concessão que inclui municípios de São Paulo e Mato Grosso do Sul.
A companhia já obteve, em outubro do ano passado, a renovação antecipada da Neoenergia Pernambuco, até 2060, tornando-se a primeira concessionária a assinar a prorrogação. A outra distribuidora que também teve anteriormente a concessão renovada, a EDP Espírito Santo, só obteve novo contrato um dia antes de o documento até então vigente expirar.
Além das quatro concessões, a Neoenergia também opera a distribuidora de Brasília, adquirida em 2021 e que não passa pelo atual processo de renovação das concessões. Juntas, as cinco distribuidoras atendem a cerca de 17 milhões de clientes, o equivalente a uma população de mais de 40 milhões de pessoas.
Na visão do presidente da Neoenergia, Eduardo Capelastegui, os R$ 50 bilhões anunciados devem dar ao grupo de origem espanhola a liderança na lista das empresas que mais investem no setor de energia elétrica no Brasil. "Já somos o grupo que mais investe no setor elétrico, segundo ranking anual da Abdib Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base - fomos em 2024, fomos em 2025, com R$ 10,1 bilhões, e nossa ideia é continuar sendo, e com este incremento de investimento, provavelmente continuaremos", disse ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Ele salientou que a aceleração dos investimentos em redes não é um movimento exclusivo brasileiro, mas ocorre em diversas partes do mundo, como Europa e Estados Unidos, tendo em vista o processo de descarbonização global em curso.
"Todo esse investimento em redes de baixa, média e alta tensão será fundamental para eletrificar a economia, incorporar novas tecnologias, data centers, hidrogênio verde, carro elétrico", afirmou. "Não adianta ter muitos parques eólicos ou solares se não temos redes que conectem tudo, portanto, o investimento em redes é nosso foco", acrescentou.
Fonte: UOL e Estadão


