‘Na saúde e na doença’: mulher contrai parasita da ‘diarreia explosiva’ durante a lua de mel

24 de julho 2026 - 10h39
Créditos: Reprodução Instagram


Uma mulher dos Estados Unidos contraiu o parasita Cyclospora cayetanensis, conhecido por causar a “diarreia explosiva”, durante sua lua de mel em um acampamento no Parque Nacional de Yellowstone.

Com centenas de casos registrados no país, a infecção intestinal vem mobilizando autoridades de saúde nos últimos meses. Uma investigação em andamento aponta um tipo de alface como responsável pelo surto. A contaminação costuma acontecer por meio da ingestão de alimentos ou água contaminados.

A recém-casada Gretchen Pleuss revelou que os sintomas gastrointestinais começaram dias após comer alface picada em um sanduíche. Ela chegou a ir a um pronto-socorro no início da lua de mel e os médicos confirmaram que a doença se tratava de ciclosporíase.

Pleuss descreveu a dor de barriga como “incessante, muito aquosa e constante”. “É como se meus intestinos estivessem muito contraídos, como se algo os estivesse apertando”, explicou em entrevista à WISN.

Apesar da situação, a americana não se deixou abalar e continuou aproveitando a viagem ao lado do marido. “Ainda estamos em lua de mel, então estamos aproveitando ao máximo. Nossos votos foram feitos na saúde e na doença, então estamos apenas começando cedo”, brincou.

Ciclosporíase
A ciclosporíase é uma infecção intestinal causada pelo parasita Cyclospora cayetanensis, um organismo microscópico que só pode ser observado em laboratório. Surtos da doença costumam estar associados ao consumo de frutas, verduras e ervas frescas.

Entre os principais sintomas estão diarreia aquosa, descrita como “explosiva”, cólicas, inchaço abdominal, excesso de gases, fadiga, perda de apetite, náuseas e perda de peso. Alguns pacientes também relatam febre, dores no corpo e vômitos.

O diagnóstico pode ser feito por meio da análise de amostras de fezes, embora nem sempre seja possível identificar o parasita. Já o tratamento inclui antibióticos específicos. No entanto, a maioria das pessoas com boa imunidade se recupera sem medicamentos.

Com informações de R7