Mortes suspeitas após vacina da dengue são de profissionais de saúde

09 de Junho 2026 - 08h30

Os três casos graves investigados após a aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan – entre eles, duas m0rtes – ocorreram em profissionais da atenção primária à saúde, segundo o Ministério da Saúde. O órgão anunciou, nesta segunda-feira (8), a suspensão temporária e preventiva da vacinação com o imunizante.

De acordo com o ministério, cerca de 500 mil doses da vacina foram aplicadas em todo o país. Nesse período, foram notificados 42 casos de reações adversas graves, que podem estar associados ao imunizante do Butantan.

Entre a ocorrências, estão três casos graves. O primeiro envolve uma mulher, de 39 anos, que apresentou febre, dores musculares e náuseas, seis dias após receber a vacina. Ela evoluiu para um quadro compatível com dengue grave, com choque e necessidade de internação em unidade de terapia intensiva (UTI). A paciente já recebeu alta hospitalar.

O segundo caso, um óbito, foi o de uma mulher de 48 anos que desenvolveu sintomas de dengue grave associados a comprometimento neurológico, incluindo meningoencefalite, 19 dias após a vacinação.

O terceiro caso, também de morte, ocorreu com um homem de 58 anos que apresentou febre cinco dias após receber o imunizante. O paciente evoluiu rapidamente para um quadro de dengue grave com choque refratário e veio a óbito.

Com informações de Metrópoles