Créditos: Divulgação/Polícia Civil
Uma ação integrada entre as Polícias Civis do Rio Grande do Norte e do Rio Grande do Sul resultou, nesta terça-feira (9), na deflagração da Operação Interface, que tem como objetivo desarticular um grupo criminoso investigado por estelionatos eletrônicos praticados por meio do chamado golpe do “Falso Executivo”. O esquema teria provocado um prejuízo de R$ 193.601,89 a uma indústria do Rio Grande do Sul.
No Rio Grande do Norte, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão nos municípios de São Gonçalo do Amarante e Parnamirim, além do bairro Bom Pastor, na zona Oeste de Natal. Ao todo, a operação executa 87 medidas cautelares nos estados do Rio Grande do Norte e Mato Grosso, incluindo 60 mandados de busca e apreensão e 27 ordens de prisão.
As investigações apontam que a ação criminosa teve origem em Cuiabá (MT). Segundo a polícia, os suspeitos utilizavam aplicativos de mensagens para se passar por executivos de empresas e induzir funcionários do setor financeiro a realizar transferências bancárias fraudulentas.
De acordo com as apurações, após a obtenção dos valores, os envolvidos adotavam uma estratégia conhecida como “pulverização financeira”, fragmentando rapidamente os recursos em dezenas de contas bancárias digitais distribuídas por diferentes estados. O objetivo seria dificultar o rastreamento do dinheiro e evitar eventuais bloqueios judiciais.
Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio de dezenas de contas bancárias ligadas aos investigados, medida considerada fundamental para interromper a movimentação dos recursos supostamente obtidos por meio das fraudes.
A Operação Interface contou com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), além da participação de 45 policiais civis do Rio Grande do Norte e do Mato Grosso.
As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa e localizar novas vítimas. A Polícia Civil reforça que informações podem ser repassadas de forma anônima por meio do Disque Denúncia 181.


