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Um estudo divulgado nesta quarta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) aponta que muitos alimentos vendidos como “ricos em proteína” podem ser prejudiciais à saúde. A análise revelou que 52 dos 60 produtos avaliados são ultraprocessados e contêm altos níveis de açúcar, sódio, aditivos artificiais e até agrotóxicos.
Segundo o Idec, alguns alimentos antes considerados saudáveis, como pastas de amendoim integral e goma de tapioca, foram reformulados para incluir proteínas e passaram a ser classificados como ultraprocessados, o que compromete sua qualidade nutricional.
O levantamento identificou 65 propagandas com alegações de proteína, mas em 11 casos as informações eram enganosas. Um exemplo é o de uma granola que destaca ter 30g de proteína, quando, na verdade, cada porção contém apenas 5g — cerca de 5% do valor diário recomendado, abaixo do mínimo para ser considerada fonte de proteína.
A prática de substituir refeições por lanches ultraprocessados com foco em nutrientes isolados, chamada de “snackficação”, também foi criticada. Segundo a nutricionista Mariana Ribeiro, alimentos naturais como feijão, ovos e leite continuam sendo as melhores fontes de proteína.
O Idec alerta os consumidores para ficarem atentos à tabela nutricional e lembra que o excesso de ultraprocessados está associado ao aumento de doenças crônicas.


