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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou, nesta quarta-feira (10/6), a influenciadora Deolane Bezerra por suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação foi confirmada pelo promotor Lincoln Gakiya, que ofereceu a denúncia.
Gakiya disse ao Metrópoles que Deolane foi denunciada por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Além dela, foram denunciados Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo da facção criminosa; seu irmão, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior; seus sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho; e Everton de Souza, conhecido como Player ou Temer, considerado operador financeiro do PCC.
Segundo a investigação, Player atuava na gestão de bens e na destinação de fluxos financeiros para a cúpula da facção, especificamente para Marcola e Alejandro. Foi por meio de Everton que a polícia teria chegado a Deolane.
A prisão de Deolane
A prisão de Deolane ocorreu em 21 de maio de 2026, em um operação da Polícia Civil de São Paulo, em parceria como o Ministério Público do estado. De acordo com as investigações, a influenciadora tinha vínculo com familiares de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e utilizava seu prestígio público para dissimular lucros obtidos pelo PCC por meio do tráfico de drogas. Ela movimentou R$ 13,6 milhões entre 2018 e 2022 em suas contas pessoais, enquanto outros R$ 14 milhões passaram por três de suas empresas.
Os advogados de Deolane argumentam que o caso não se enquadra nos requisitos legais para uma prisão preventiva. Eles alegam que não haveria risco concreto à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal e destacam que as provas reunidas já estão sob poder das autoridades.
Com informações do Metrópoles.


