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A chegada de delegações estrangeiras aos Estados Unidos para a Copa do Mundo tem sido marcada por revistas rigorosas e episódios que vêm gerando críticas sobre a recepção oferecida pelo país aos participantes do torneio. Com informações do g1.
A seleção de Senegal foi uma das equipes submetidas a inspeções de segurança ainda na pista do aeroporto após desembarcar em território norte-americano. Imagens que circulam nas redes sociais mostram jogadores e integrantes da delegação sendo revistados individualmente com detectores de metal antes mesmo de deixarem a área de desembarque. Segundo relatos, até os sapatos dos atletas foram inspecionados.
O caso, no entanto, não foi isolado. A seleção da Bélgica também passou por procedimento semelhante ao chegar a Chicago nesta terça-feira (9), com agentes utilizando detectores de metal e realizando verificações detalhadas nos integrantes da delegação.
Outro episódio envolveu a seleção do Uzbequistão, que desembarcou nos Estados Unidos para um amistoso contra a Holanda. De acordo com a delegação, os jogadores foram recebidos com cães farejadores, tiveram todas as bagagens revistadas e aguardaram por horas sob forte calor até serem liberados. O técnico da equipe, o ex-jogador italiano Fabio Cannavaro, criticou a situação.
"Foi a primeira vez na vida que passei por isso", afirmou à imprensa norte-americana.
As medidas também atingiram profissionais ligados à cobertura do torneio. A jornalista Karine Alves, da TV Globo, relatou ter sido submetida a uma revista considerada por ela excessivamente rigorosa ao entrar no país.
"Quando cheguei aos Estados Unidos pediram para eu levantar o meu cabelo de uma forma um pouco ríspida. Fiquei sem ação no momento, mas consegui entender o que estavam pedindo", contou.
Segundo a jornalista, mulheres negras frequentemente relatam experiências semelhantes em aeroportos norte-americanos.
Além das revistas, outro caso que chamou atenção envolveu o árbitro somali Omar Artan, escalado para trabalhar na Copa do Mundo. Apesar de possuir visto válido, ele teve a entrada nos Estados Unidos negada após passar horas sendo interrogado pelas autoridades migratórias.
Os episódios ocorrem às vésperas do início da competição e têm alimentado debates sobre o endurecimento dos controles migratórios e de segurança adotados pelo governo do presidente Donald Trump. Enquanto isso, no México, país que também recebe partidas do Mundial, delegações e torcedores têm relatado uma recepção mais festiva.
Até a última atualização, o governo dos Estados Unidos não havia informado os motivos específicos para as revistas realizadas com as delegações estrangeiras.
G1


