Consumo de fast-food afeta a memória em poucos dias, indica estudo

16 de Outubro 2025 - 12h28
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Uma pesquisa da Universidade da Carolina do Norte (EUA), publicada na revista Neuron, revelou que uma dieta rica em gordura — típica do fast-food — pode começar a prejudicar o cérebro em apenas quatro dias.

Em testes com camundongos, os cientistas observaram que o consumo desse tipo de alimento reduz a capacidade do cérebro de usar glicose, provocando hiperatividade em células do hipocampo chamadas interneurônios CCK, essenciais para a memória.

Segundo a pesquisadora Juan Song, os efeitos surgiram rapidamente e afetaram a comunicação entre neurônios, causando perda de memória. O estudo também identificou o papel da proteína PKM2, que, ao ser desregulada, leva ao uso ineficiente de energia pelas células cerebrais.

Os danos, porém, são reversíveis: ao restaurar os níveis de glicose, os camundongos recuperaram a memória. O jejum intermitente também ajudou a normalizar a atividade cerebral. Os pesquisadores agora avaliam se o mesmo efeito ocorre em humanos e se ajustes alimentares simples podem proteger o cérebro dos impactos do fast-food.